Em tempos de guerra, vem à tona o conceito de Kidush HaShem. De acordo com o judaísmo há várias situações nas quais um judeu (ou um grupo de judeus) tem a oportunidade de fazer alguma ação que venha a "santificar o nome de D-us".
Essa idéia pode se manifestar de várias maneiras, e acho que nessa guerra uma delas ficou muito claro. É possível vencer terroristas que utilizam táticas de guerrilha! É possível vencer batalhas em terreno urbano! É possível lutar contra os jihadistas desse mundo!
O relativo fracasso dos EUA no Afeganistão e no Iraque, deram a impressão de que o mundo estava frente a uma nova ameaça que era impossível de ser vencida: a guerra (muitas vezes não declarada) contra terroristas, que embora fossem mais fracos do ponto de vista militar, tinham vantagens das táticas de guerrilha.
Os muçulmanos fanáticos de todo o mundo (e especialmente ao redor de Israel, vulgo "inimigo sionista") levantaram essa bandeira. Através de atentados seria possível dobrar os ocidentais infiéis, e as derrotas no Iraque (em 2005), Afeganistão (2001) e (de acordo com eles) no Líbano (em 2006), seriam provas de que eles haveriam encontrado a forma de subjugar todo o mundo ao Corão.
Porém nas últimas semanas Israel provou o contrário. É verdade: perdemos soldados (em Gaza) e civis (vítimas de mísseis), mas estamos conseguindo levar a cabo uma guerra contra o Hamas em seu próprio território. O que muitos acreditavam que seria o Vietnã israelense (dada a quantidade de túneis construídos pelos palestinos) se revelou uma vitória incontestável de Israel.
Se os méritos são exclusivos do nosso exército, e de sua disciplina? Felizmente não. É inegável a raça e a determinação dos nossos irmãos que lutam pelas vielas de Gaza (e dos heróis civis que vivem na retaguarda), mas a cada dia que passa ficam mais claros os milagres que ocorrem para as nossas tropas todos os dias a todo tempo. Bombas descobertas e neutralizadas no último instante. Minas que não explodiram. Tentativas de sequestro de soldados frustradas. A lista não termina.
Sem dúvida a guerra contra terroristas é dura e difícil, mas Israel está provando a todo o mundo, que com bastante disciplina e com a ajuda de D-us é possível vencer os chantagistas da Jihad (mesmo quando eles usam escolas, hospitais, ecudos humanos e mísseis com fósforo).