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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Vamos Nadal!!


Quem acordou mais cedo para ver a semi final do aberto da Austrália não se arrependeu. E quem acordou tarde também não, já que o jogo bateu o recorde de duração no Australian Open: 5h 14 min. O número 1 do mundo Rafael Nadal precisou de 5 sets (6-7, 6-4, 7-6, 6-7, 6-4) e da típica raça para vencer seu conterrâneo Fernando Verdasco, número 14 do ranking. Depois de tanta pancadaria pra um lado e pro outro, o jogo terminou numa dupla falta de Verdasco...

O duelo de canhotos espanhóis vai ser reprisado as 15h pela ESPN internacional. Ou seja, até começar o shabat há o que ver na tv. A final será domingo, entre Nadal e Roger Federer, às 6h30 da manhã, horário de Brasília.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cada um no seu nível

Ontem tive a oportunidade de assistir à final da Copa São Paulo de Futebol Júnior, entre o Atlético-PR e o Corinthians. Pela sétima vez, o timãozinho foi campeão do maior torneio de futebol sub-19 do país. Apesar do 2 a 1 alvinegro, e das 3 expulsões no segundo tempo, o que mais me chamou a atenção no Pacaembu ficou fora dos 90 minutos. Fiquei espantado em como a molecada - os jogadores - comemorou o título da Copinha, e acho que só quem estava lá consegue entender quanta alegria.
Para um jogador profissional, um campeonato digno dessa comemoração é, no mínimo, um Brasileiro, uma Libertadores. Mas pense que, para aqueles garotos, o máximo que eles podiam fazer era serem campeões da Copinha - e mereciam comemorar, afinal de contas, isso é o que sonhavam os 88 times no início.
Pode parecer que faltam assuntos dos quais aprender lições, mas não posso deixar de escrever algo que me vem à mente desde ontem. Como escrito no Pirkei Avot (Ética dos Pais), não há nada nesse mundo do qual não podemos tirar um lição. Então aqui vou eu.
Do mesmo jeito, alguém que está em certo nível no judaísmo, deve se esforçar ao máximo para cumprir o que está a seu alcance. Não se pode cobrar de alguém que nasceu no Brasil em uma família não-religiosa o mesmo que se cobraria de uma criança que nasceu em Mea Shearim ou Bait Vagan (bairros religiosos de Jerusalém). Do mesmo jeito que em títulos, sempre é possível ganhar mais: mais mitsvót, mais estudos, mais kavaná (concentração) nas brachot e tfilot. Da mesma maneira, cada degrau na 'escada que chega até os céus' deve ser comemorado, mas sempre sem se esquecer de que é possível crescer cada vez mais - e esse é o nosso objetivo a cada momento que nos é dado. No entanto, a vantagem em relação aos jogadores de qualquer esporte é que, quanto mais tempo no caminho e quanto mais velhos ficamos, são o conhecimento, a experiência e a satisfação que se somam, ao invés das lesões e da falta de preparo físico.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Australian Open

Começou hoje um dos quatro grand slams, o aberto da Austrália. Hoje, que na verdade já foi ontem na terra dos cangurus. Com a diferença de 13 horas devido ao fuso, fica mais fácil assistir aos jogos da manhã (que passam lá pelas dez da noite) do que aos da noite (que passam às 6:30 da manhã). Entre os favoritos, estão o atual campeão Novak Djokovic, Andy Murray, o número 1 Rafael Nadal, Roger Federer, e o francês finalista de 2008 Jo-Wilfried Tsonga.
Os jogos estão sendo transmitidos pela ESPN internacional.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pura matemática

Quando se falava sobre conquistas de campeonato brasileiro, durante toda minha infância, ouvia que "todo mundo tenta, mas só o flamengo é penta". As coisas estão diferentes hoje em dia. 

Convenhamos que temos que tirar o chapéu para o São Paulo, que ontem conquistou seu sexto título brasileiro, sendo o terceiro consecutivo (06-07-08). Mesmo torcendo contra, vestindo a camiseta do Grêmio e dando aquela secada no tricolor, nada adiantou. Os motivos são simples, e as conseqüências não poderiam ser diferentes.

O SPFC tem se mostrado um clube do mesmo nível daqueles grandes europeus. Possuem um dos melhores estádios do Brasil. A diretoria é competente e não faz parcerias com empresas que lavam dinheiro no Brasil. Jogadores de outros clubes (até da Europa) vem procurar o centro de reabilitação tricolor após lesões/cirurgias. Os outros clubes é que deveriam aprender com eles, para deixar de ter dirigentes corruptos que esquecem dos milhões de torcedores que têm sua vida influenciada por uma queda para a segunda divisão...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Show de bola!

Semana passada decidi ir ao Museu do Futebol. Depois de alguns meses de reforma no estádio do Pacaembu, ficou pronto o projeto idealizado por José Serra quando ainda era prefeito. Demorou para o Brasil ter um bom museu em um de seus estádios, a exemplo do 'museo de la pasion boquense', no estádio da Bombonera em Buenos Aires, e dos grandes times europeus, cujos estádios são muito mais que um gramado e uma arquibancada.

Os preços pagos na bilheteria são muito acessíveis: R$ 6, ou R$ 3 a meia entrada. O hall de entrada é grande e decorado com diversos quadros temáticos por todas as paredes, chegando facilmente a 200 quadros. Antes de entrar na exposição permanente, é possível visitar a exposição temporária, cujo tema é o rei do futebol: Pelé. Fora os vídeos de gols e imagens da carreira do jogador, há muitos objetos de alta importancia no mundo da bola, como camisetas usadas por Pelé (no Santos, na seleção e no New York Cosmos), trofeús entregues pela FIFA e outras autoridades, além da bola original do milésimo gol.

Ao longo do museu, de percurso único e mais de 6 mil m², há várias salas, cada uma com um enfoque diferente. Algumas me chamaram muito a atenção. 'Exaltação' se situa debaixo das arquibancadas e entre as estruturas metálicas do estádio, onde mais de quatro telas mostram simultaneamente a vibração das torcidas pelo país. A impressão que se tem com o show de imagens aliado ao eco das torcidas é um espetáculo para os amantes do futebol. A 'Sala das Copas' possui colunas formadas por painéis, fotos, vídeos e dados históricos da época de cada copa, com destaque para as cinco vencidas pelo Brasil. Visualmente muito atraentes e carregadas de muita informação.

Por todo o museu, alguns itens se entrelaçam, fazendo o futebol ser interessante até para quem não sabe quem é 'aquele cara de preto': a tecnologia, muito bem utilizada em diversos tipos de mídia (vídeos, sons, painéis interativos, cinema 3D, simulador de penaltis); a história, retratando a introdução do esporte no fim do século XIX e o que ocorria no Brasil e no mundo na sala das copas; e o design, que é ao mesmo tempo moderno, multicolorido e simples, e consegue levar conceitos básicos ou complexos do futebol a qualquer desentendido.

Duas horas não foram suficientes para ver tudo com calma. Vale a pena reservar um bom período para aproveitar bem. Fiquei muito contente por ver que o museu é estruturado para cegos: no piso há indicadores de caminho, e braile em diversos painéis. Diferentemente da seleção nos últimos tempos, os idealizadores do Museu do Futebol levaram a história do futebol brasileiro pra frente com um gol de placa.